Ideias para Debate

Tuesday, November 22, 2005

Carlos Cardoso

Há 5 anos, aquela cabeça, que fervia a denunciar a corrupção no nosso país (coisa que, ao que parece, não existe), foi perfurada por balas de chumbo muito concretas.
Não foi nenhuma instituição que o matou. Foram pessoas. As instituições, na minha opinião, serviram apenas para tentar abafar o caso e impedir que o(s) criminoso(s) fosse(m) levado(s) para a cadeia.
Não sei se a indústria do desenvolvimento está entre os suspeitos do crime.
Mas de que assisti ao seu funeral, não tenho dúvidas. Ali, muito concretamente, no crematório hindu.
E, queiram ou não queiram, a verdade há-de vir ao de cima.
Não vamos esquecer-te, Carlos.
Não vamos parar a tua luta.

Machado

8 Comments:

  • Caro Machado,
    Decepcionas-me. Sempre te tive como uma pessoa com discernimento e que dá valor ao debate de ideias. O subtexto do que escreveste aqui é que estou a tentar abafar a verdade sobre a morte de Carlos Cardoso. É possível debater ideias dessa maneira? O debate só é possível quando se aceitam os teus pontos de vista? Em todo este debate tenho criticado, mas sempre de forma construtiva - com ideias - e tudo quanto tens para comentar é insinuar que estou a proteger criminosos?
    Esperava melhor atitude da tua parte. Se nao queres debater, muito bem, mas este tipo de comentários nao fica bem. Nao achas que a relacao que estabeleces entre pessoas e instituicoes nao faz sentido? Se nao concordas que instituicoes possam matar pessoas, o que te leva a supor que elas possam abafar coisas? O pouco que sei do caso de Carlos Cardoso - e o que os tribunais até aqui apuraram - é que foi morto a mando de pessoas que roubaram dinheiro de um banco. É essa a tua definicao de corrupcao?
    Já agora, tens mesmo a certeza de que assististe ao funeral de Carlos Cardoso? Invejo tantas certezas.
    Um abraco forte!

    By Blogger ESM, at 10:14 AM  

  • O texto de Machado, repleto de insinuações, é o exemplo típico do não debate.

    Gabriel Muthisse

    By Blogger GM, at 11:21 PM  

  • Conheci o Catoja há mais de 27 anos em plena época de exaltação e de orgulho nacional pela conquista da independência. Tive oportunidade de com ele conviver, regularmente, em casa de amigos, onde nos juntavamos para discutir de tudo um pouco, para trocar produtos do abastecimento, combinar as idas às festas de fim de semana e ouvir as primeiras histórias do Mia. A sua confiança e energia transbordante a todos contagiava. Acompanhei a sua evolução como jornalista, como pai e até como "pintor-cozinheiro". Quando esteve doente passou vários dias em casa dos meus pais, onde tinha entrada livre já que o seu jornal ficava mesmo em frente, do outro lado da rua. Apesar dos altos e baixos, nunca renegou a sua qualidade de homem interventor e a sua necessidade de intervenção fez com que se integrasse nos Juntos pela Cidade, onde o seu trabalho provocou grandes incómodos a quem dirigia o Conselho Executivo, mas também lhe granjeou grande estima das vendedoras do Mercado Central. Incapaz de pactuar com injustiças e de se aproveitar dos "novos tempos de acumulação", apontou baterias para os senhores do crime, indiferente às consequências que daí lhe poderiam advir. Por ele, homem lutador, amigo incondicional, orgulhosamente moçambicano, desejo que a memória dos homens não seja curta e o seu exemplo perdure para as novas gerações.
    Queremos novos temas para debate? Então debatamos o seguinte: Como é possível que a nossa terra moçambicana se tenha tornado numa terra onde grassa a impunidade e onde os assassinos actuam livremente? Pinto Lobo

    By Blogger PL, at 3:10 AM  

  • Caro Gabriel Muthisse

    Eu não consigo debater com quem, ao longo de todo o debate, não define nunca o que considera ser corrupção, passando o tempo a negar as definições dos outros.Para, por fim, afirmar candidamente que em Moçambique não há corrupção.
    O meu texto sobre o Cardoso é para lembrar que não estamos a falar de coisas vagas. Estamos a falar de um fenómeno, a corrupção, que degenerou já em crime que mata quem se lhe coloca à frente.
    Eu não sou um académico, sou um jornalista, mais terra a terra. O Cardoso era meu amigo e ouvir dizer que não existe aquilo que o matou é-me ofensivo.

    Machado

    By Blogger Ideias para Debate, at 3:22 AM  

  • Elisio

    A tua última pergunta sobre se eu tenho a certeza de ter estado no funeral do Cardoso e a tua declaração de inveja por tantas certezas creio que reflecte os problemas deste diálogo.
    Será que vamos agora discutir o conceito de "morte" e o de "funeral", para além do de "estar lá"? E chegar à conclusão que ele não morreu, não foi cremado e ainda anda por aí?
    Na minha modesta opinião, quando a teoria se afasta desta forma da realidade fica uma coisa que paira, lá nas camadas altas da atmosfera, mas não serve para nada.

    Machado

    By Blogger Ideias para Debate, at 4:48 AM  

  • By Blogger Zheng junxai5, at 8:30 PM  

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    By Blogger GinaSchaal, at 3:09 AM  

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    By Blogger GinaSchaal, at 12:50 AM  

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