Ideias para Debate

Sunday, July 02, 2006

Mais uma Opinião

Cumprimento a todos,
e pela primeira vez que escrevo para essa sociedade (de estudiosos mocambicanos), com o simples proposito de agradecer os conhecimentos que essa sociedade nos tem proporcionado. E em particular saudar a contribuicao academica, compreensiva e incisiva que o Dr Elisio Macamo tem feito a respeito de Mocambique em varios campos. Este Dr mostrou a sua capacidade de leitura a nos todos que nao o conheciamos. Quando li o artigo do Dr Elisio lembrei-me de imediato as palavras do jurista e filosofo Miguel Real, no seu livro: 'as obras politicas 1937/1938' onde ele diz: "e no campo politico e religioso onde se mede o coeficiente de um individuo". Sim senhor!
Alem de cumprimentar, eu acho tambem que antes de comecarmos a criticar um artigo que cai neste blog era preciso lermos, entender e depois tecer as respectivas criticas com Razao. Olha, eu fico surpreendido quando vejo um artigo a insistir aparentemente para que olhemos as manifestacoes passadas contra o Jornal Savana como claras, normais, e necessarias.
Eu acho que numa critica e como numa conversa, e preciso conversar com objectivo claro, se quiserem com interesse, ou de aceitar ou de negar o que se esta a conversar. Mas antes disso e preciso enteder os sinais utilizados na conversa. Como disse o Dr Elisio macamo: quando e copo todos devem entender de que copo se fala. Eu tambem entendo que tal copo as vezes nao e facil captar. Um caso claro, na altura, em que o "copo" nao se entedeu apelidou-se de "jargao sociologico" (eu diria cademico)que quase provoca discussao nesse blog.
Para terminar, eu diria, que foi por isso mesmo,isto mesmo de estudiosos criticarem com interesse, com logica,com Razao, sem forjar as coisas que a Critica saiu la longe dos gregos (mas que seria melhor nao vermos a eles como os donos da razao)beneficiou o Cristianismo, atravessou a Antiguidade, a Idade Media, o Renascimento, desenvolveu-se extraordinariamente com o Iluminismo marcadamente no artigo de Kant publicado no jornal em 1784, e passou ate aos nossos dias (diria a Critica - a Razao - chegou a nos).
Abracos,
Ernesto Navohola,
estudante de mestrado em Historia na Witwatersrand University; e estudante de Master of Business Administration (MBA) no Managment College of Southern Africa- Johannesburg.

1 Comments:

  • Eis uma excelente exemplo de como se pode escrever muito sem se dizer nada. Isto não passa de intelectualismo. Afinal qual é a sua opinião? Quem é o criminoso? O Kok Nam que exerce um direito cívico consagrado na constituição ao informar os moçambicanos de um problema social? Ou uma elite fanática que atiça as multidões que, muito provavelemente, nem leram os cartoons. Porquê não referir os nomes dos que fomentam o ódio? Porquê, da mesma forma não referir os nomes dos que, por preconceitos racistas, emitem imagens estereotipadas e negativas do islão, que supostamente seria uma religião de paz? Porquê não compreender que os discursos de muitos líderes muçulmanos, mais não fazem do que confirmar as imagens que são difundidas nos cartoons? Porquê não sugerir sugestões claras? Por exemplos encontros, à mesma mesa, entre vários líderes religiosos, devidamente divulgados nos media. Porquê não se sugerir outros discursos e fontes de notícia que podem ser seguidos pelos jornalistas? Não é com intelectualismos destes que lá vamos! Vamos ser práticos. Ideias? Sugestões?

    By Blogger Manel, at 10:21 AM  

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